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Wednesday, December 5, 2007

Pelo Direito Inalienável dos Assinantes TV Cabo à Pornografia Gratuita no Natal

Palito Pixote em "Palheiros do Prazer III"

Detesto árvores artificiais, odeio presépios, abomino bacalhau. Não dou prendas, nunca fui à cock mass, não gosto do menino Jesus e ainda menos que o proletariado tenha dias de folga. Dispenso cartões, votos de boas festas e altruísmos sazonais. Mas se há coisa que me tira completamente do sério é o facto de a TV Cabo não transmitir o tradicional filme de “chucha na tola” nas madrugadas de 5ª,6ª e Sábado durante o Natal e a Páscoa!

Expliquem-me lá isso da separação da Igreja e do Estado outra vez se faz favor, mas assim devagarinho, como se eu fosse muito herege...

Saturday, December 1, 2007

A Depressão Natalícia

Se pertencem à minoria silenciosa, a essa elite inconformada que detesta o Natal, aconselho a terapia do ataque humorístico à Igreja Católica, durante todo este mês de Dezembro! Juntos faremos do Inferno um sítio prazenteiro e com acesso à Internet!

Thursday, November 15, 2007

Nada XVIII

QuiNada

Maddie só há uma, a Madonna e mais nehuma!

Sunday, November 4, 2007

Nada VI

Nada se compara a ti. Nada.

Saturday, November 3, 2007

Nove Dias

Nove dias por semana

Tens-me na tua cama


Pensei que me querias de uma outra maneira

Fui tonta, tola, uma grande sopeira

De abertura fácil, armada em rameira


Come-me por trás

Come-me por trás


Não quero ver-te

Não quero ter-te

Não quero ser-te

Só foder-te

Sentir-te

Sugar-te

E deixar-te

A rastejar

A suplicar

A chorar

Sem alcançar

De pau no ar

De pau perado

Sem atingir

Sem entender

Quem com cornos mata

Pela cona morre


Come-me por trás

Come-me por trás

Nove dias por semana

Friday, November 2, 2007

Nada IV

Nada III

Muito Obrigada
De Nada

Debbie, perdoa-me esta intromissão na tua poesia de qualidade, mas não resisti :-)

Thursday, November 1, 2007

Nada II

Aturas-me tudo

Como se nada

Se nada fosse


Nada de nada


Nunca nada me soube a tanto

E por nada pedes tão pouco

Sunday, October 28, 2007

Nada


Lembro-me de ti em todo lado
Por tudo e por nada
Especialmente por tudo
Que tu de nada
Não tens nada


Friday, October 26, 2007

Size Small

Que alívio tão grande! Finalmente deitei cá para fora a razão, a única razão, que me levou a criar este blog. Não se pode dizer que tenha saído do armário, isso é assunto para outro post, mas lá que saí da cueca, isso saí! Eu bem que andei, ultimamente, a rondar o assunto ao falar da circuncisão e ao afirmar que o tamanho não contava. Agora já sabem toda a verdade! Andava só a fazer tempo, a tomar balanço e a ganhar coragem...

O meu psicoterapeuta das quartas-feiras disse-me: “Mestre Ervi, a quanto mais gente confessar, mais livre se irá sentir. Ficará mais leve e fresco do que um anúncio de pensos higiénicos”. Não se estejam a rir que isto é um momento solene.

Eu sei que acabei por fazê-lo em espanhol. Em espanhol também é bom, afinal de contas para nós, portugueses com tv cabo, os profissionais destas áreas falam todos em espanhol. Em português seria, ainda, demasiado penoso e não sei se aguentaria.

Não é o fim do mundo, não quero que tenham pena de mim, não sou nenhum coitadinho. Só em Portugal existem 915 mil homens com o pénis pequeno, dos quais 60% são solteiros e amam-se, com regularidade e afinco, a si próprios, 20% estão casados com mulheres que sofrem de frigidez, libido vestigial e paraplegia, 10% são membros do clero e, como tal, têm uma actividade sexual “normal” e “saudável”, 5% são homossexuais (ditos) passivos e 5% têm blogues com nomes de vegetais.

Apesar de “com o mal dos outros poder eu bem”, a verdade é que a existência de 180 mil portugueses com micropénis é a única coisa que me impede de pôr termo à vida de imediato. Destes, 40% são sócios do Sporting Clube de Portugal, 30% são simpatizantes do Futebol Clube do Porto mas não têm posses para pagar a quotização mensal, 12% trabalham no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e nas Alfândegas, 10% são porteiros de discotecas e seguranças em casas de alterne e 8% são taxistas no Aeroporto da Portela.

No fundo, não me posso queixar. Nunca tive qualquer dificuldade hidráulica, nunca tive fungos, vírus, bactérias ou qualquer outro tipo de maleita no dito cujo, nunca magoei, asfixiei ou mutilei alguém. E verdade seja dita: posso até ter um pene pequeñito mas tenho uns huevos do tamanho do mundo!

Sunday, October 7, 2007

Este Fim-de-Semana Foi Assim

Ervi e as suas pujantes manifestações orgânicas

Tuesday, September 25, 2007

Ipiranga


Pensas que sou LOUCA POR gostar do teu suor

Pensas que sofro de uma moléstia chamada amor

Pensas que sou fraca e dependente

Mas tu vais e voltas livremente

E lá que voltas, voltas sempre

Pensas que eu não TE sobreviveria

Pensas que meio sms me traz alegria

Pensas que sou nova, parva e tonta

Mas tu é que jogas ao faz de conta

Pensas que não sei que o meu corpo é mar

Pensas que não arranjava outra sem me esforçar

Mas tu é que andas com o gajo do bar

Pensas que o meu leque é ridículo

Mas tu é que gostas de testículo

Pensas que uma por semana é suficiente

Fazes de propósito para me manter carente

Pensas que apareceres sem avisar

Para fornicar, COMER e bazar

Traz felicidade à fada do lar

Pensas que eu não sei que tu não pensas

Pensas que não vejo as falhas extensas

Pensas que isto é sempre a facturar

Pensas que eternamente vai durar

Mas NO dedo irás ficar a chuchar

Pensas que eu não vou ter a coragem

Lá por chorar no DUCHE, não sou paisagem

Lá por ter sentimentos, borrar a maquilhagem

Não penses que vais ser a minha bagagem

No dia em que eu m’Ipirangar em viagem


Friday, September 7, 2007

Auto Retrato II


Aconteço sem aviso

Avalanche de querer

Torrente de improviso

Não há tempo a perder


Não me dou com a indiferença

Nem boa tarde, nem bom dia

Falta de entrega e descrença

Nunca à mesa sentaria


Sou iguaria a mais

Pra mentecapto desfrutar

Desespero por iguais

De molde a poder funcionar


Não julgo Antes

Durante, Depois

Não ponho o Toyota à frente dos bois


Sou fiel de balança

Animal de estimação

Confidente da vã esperança

De mentes em construção


Rações de lealdade

Distribuo sem olhar

Os espinhos da verdade

Só a quem veio para ficar


Raro magoar por querer

Atirar mesmo a doer

Quantas vezes sem saber

Deixei olhos a verter?


Manipulador e cerebral

Não sou da força do mal

Escolhi sorrir a chorar

Rir em frente sem parar


Frederico Murça in "E.U. by me". Reproduzido com a gentil permissão do autor.

Friday, August 31, 2007

O Norte


Menina dos olhos pretos

A monção está sobre ti

Que dilúvio de má sorte

Nem um dia te sorri


Teu trevo tem uma folha

Bússola de norte perdido

Ruma sempre à tua escolha

Desde que faça sentido


Quando nada certo bate

O pé esquerdo segue à frente

E o céu se nos abate

Onde anda toda a gente?


Quando os “ses” sussuram

E os “porquês” corroem

Os outros empurram

Mas nada constroem


Quando os cheios vazam

E a maré se escorre

Todos bem se cagam

Pra quem nos socorre


Teu chapéu não tem bicos

Tua saia não arredonda

Não chega amor aos salpicos

Basta de gente hedionda


Quando nada sabe bem

Sabes bem o que fazer

Quem alma guerreira tem

Não desiste até morrer


Sunday, August 26, 2007

A Carolina


A Carolina nunca usava saias. O vento frio a aventurar-se pelas suas esguias pernas acima não justificava tudo.O porquê estava guardado em gavetas de madeira empenadas, há muito talhadas, há muito desusadas. A chave perdida ou somente esquecida quem sabe deslocada certamente enferrujada.

Eram memórias difusas, imagens confusas, eventos não recordados amordaçados por sentimentos recalcados. Confabulações, talvez. Mas coisas houve que aconteceram e para sempre mudaram a indumentária de Carolina.

Carolina é um bicho do mato. Não olha nos olhos. Tem medo que vejam logo o que ela tenta esconder, o que ela sabe saber. Em pequena acreditava que as pessoas dentro da televisão também a conseguiriam ver. A televisão era o seu papão, a privacidade uma ilusão.

Nunca teve um porto seguro, um local de bom “auguro”. O medo que a tolhe, coisa que não escolhe, vem do extremo da raíz, de quando era petiz. Que sonhar não há pior, ser banhada em suor, estremunhada do terror nas madrugadas devolutas de amor.

Carolina não conhece diferente, nunca ninguém a tratou como gente. Para ela é-lhe igual, até pensa ser banal. Vale-lhe gostar de dançar, rodopiar em pirueta no ar, sem vivalma a observar.

A Carolina das calças tem sorte em não saber a sorte que não tem, que não teve e que, provavelmente, nuca terá.

A Carolina nunca usa saia.

Wednesday, August 22, 2007

Nada Pra Ninguém


Vamos embora Mendel !!!

E não há fumos pra ninguém
Não há mulheres pa ninguém
Não há postas pra ninguém
Não há nada pra ninguém


Thursday, August 16, 2007

Polpa


O que fazer quando nada mais há a dizer

Porquê molestar, moer, triturar, doer

Ocupas-me espaço de memória

RAM, Buffer, Hard Drive

Não sei porquê, pois és escória

Não quero sonhar contigo

Sai do meu abrigo

Larga as minhas saias

Escoa-te das minhas entranhas

Só cacarejas patranhas

Não te quero, vai embora

Contas feitas, noves fora

Some-te, rua, baza

Sai da minha casa

És veneno no sistema

Sempre foste o problema

Não tenho mais sal

Não tenho mais bile

O teu verniz é piroso

Tudo em ti é merdoso

Já lavei as almofadas

Das fronhas adocicadas

Despejei as cigarradas

As comidas enlatadas

As meias desirmanadas

E agora faltas tu

A dos pêlos no cú

Não te quero agarrada

A mesmo nada de nada

Não te quero na pele

Não te quero nas unhas

Não te quero dentro de mim

Nunca mais te quero assim

Deixa-me ser infeliz sózinha

Quero poder chorar pela cozinha

Deixa-me auto-mutilar

Ir em frente sem parar

Sem olhar, atravessar

Que vá um TIR a passar


Depois faz o que quiseres com a polpa de débora


Sunday, August 12, 2007

Tara Perdida


Desalinhada, uma pária

Sou uma Tara Perdida

Amante do lítio diária

Partida, Largada, Fugida

Amo o meu Diazepam

Salve Benzodiazepinas

Overdose de Alprazolam

No Cú das meninas rabinas

Procuro nas jovens Coninhas

Inocência de quem não sofreu

E naquele odor de doninhas

Menos bagagem que eu

Naquelas Mamas retesadas

Encontro pausas sagradas

Até solto gargalhadas

Durante as entremeadas

No Ventre de outra mulher

Busco mistérios escoados de ti

Mas ao adormecer em colher

Admiro-me porque parti

Quando me venho até esqueço

Infância(s) que Deus me deu

Das vezes que não adormeço

Sempre penso no que sou Eu

Diferente, Tresmalhada

Sou uma Tara Perdida

Ausente, Aparvalhada

Partida Largarta Fodida

Tuesday, August 7, 2007

O Preso e a Espera


Ao espelho olha-me um estranho

Recluso em corpo emprestado

Que fado este tamanho

De ser um velho malvado

O espelho inverte, não mente

Tempo é sempre o de agora

Só mesmo a imagem não sente

Qua a vida anseia ir embora

As rugas de alma zangada

Da existência desperdiçada

Da escolha do tudo, de nada

Trespassam a tez bronzeada

Só os olhos fazem jus

Ao homem que por ali passou

São como centelhas de luz

Acesas por quem já amou

Com um grande bocado de ausência

Entre minhas torpes mãos a tremer

Pondero na frequência

Em que só penso em morrer

Tempo andaste na má vida

Não me deste que fazer

Muita jornada perdida

Muitas vidas por viver


Poema gentilmente cedido por Frederico Murça e reproduzido com permissão.

Imagem do quadro “Barão de Guisantes” por El Greco (Toledo, circa 1603)

Friday, July 20, 2007

Epá da Olá


Tinha-me esquecido por completo que o Verão existia. O trabalho sobrecarregava-me de tal forma que nem tinha tempo para pensar. Para dizer a verdade eu é que me agarrava ao trabalho como se ele fosse a saia plissada de xadrez escocês da minha mãe, de outro tempo em que mãe era materna e não precisava de ser moderna.

Talvez fosse melhor assim, também não era altura para estar a fazer grandes planos ou a tomar decisões irreversíveis. Todos os dias do trabalho para casa e de casa para o trabalho, o mundo afunila e vive-se numa estado alienado que por muito que não seja salutar, sempre impede uma doença incapacitante de se instalar. Com sorte. E já era altura de ela me bafejar de novo. Pelo sim, pelo não, vou esperar sentada.

Nem tinha forças para ver televisão, mal encostava a qualquer sítio adormecia de imediato, mesmo que estivesse de pé. Dormir, desde que não se sonhe, é uma benção. O maravilhoso sistema de reboot humano, um sair e voltar a entrar na esperança que tudo vá melhorar.

Às vezes sobreviver é mais fácil do que viver. Concentramo-nos nas coisas básicas como comer, dormir, ganhar sustento. Tarefas quotidianas, repetitivas, mecânicas são as mais simples, aquelas que não é preciso questionar nunca e sem as quais a vida cessa. Agora é para ir tomar banho, agora escolher a roupa, vá lá, tu consegues, agora tenho que sair da porta para fora, isso, muito bem, com um pé de cada vez a ignorar os porquês.

Ela tinha-se ido há mais de seis meses, quase de forma tão rápida como quando apareceu feita furacão Catarina e mudou a minha vida para sempre. Eu nunca havia chorado, nem uma lágrima orfã, nem gotícula desemparelhada, nem nada de nada.

Gastava muita da pouca energia que tinha a evitar os outros. Antes dela, num outrora longínquo, alguns desses outros eram importantes e próximos, mas não mais. Aqui estou só eu, isto é um poço de um só lugar, não dá para vir à pendura. Nada perdura, o tempo dá cabo de tudo, tão certo, tão regular, tão tic, tão tac.

Daí a surpresa de dar pelo Verão. Desejar o sol no peito, a areia no dorso e os sons, que só o mar sabe fazer, a cantarem-me ao ouvido. E um Epá da Olá com pastilha de plástico e colher de elástico e sabor a prefácio seria fantástico.

A logística é aterradora. O fato de banho serve? Há fila na ponte? Levo chapéu? Cadeira? Farnel? Jesus, teria de me depilar primeiro! Já não quero nada, vou dormir sossegada, longe da manada, na manta enrolada. Posição fetal assumida, almofada entre coxas prendida, sem saudade de ser fodida e o mundo lá fora com bilhete só de ida.

A visão do Epá na praia persegue-me como um síndrome de abstinência. Atormenta-me as tormentas. Vou ter de dobrar este cabo. Enfrentar o Adamastor. Ligo para o cabeleireiro. Perna inteira, virilhas, linha alba, axilas, outras partes que tais, que nunca são demais.

O laser não dói como eu recordava. São meras cócegas em mulher brava. A senhora da bata falava e falava. No final sorriu, fez-me uma festinha premente na minha face ausente e disse: “A menina é uma valente!”

No dia seguinte o Epá fez-me sossegar ou pode ter sido o mar a ver a minha vida a passar ou toda aquela areia fugida das ampulhetas do tempo que me deu o alento para finalmente chorar de encontro ao vento e de marcar o momento em que basta é chegar. Já chega. Vou pedir ajuda.

Débora F.

Grafismo e Edição de Ervilha Albina