Saturday, May 31, 2008

Horny Babe

Se não queres touradas se calhar era melhor não andares assim toda ao fresco na rua. Digo eu, que não percebo nada do protocolo de protesto em países estrangeiros. É que habilitas-te a ser pegada de caras, de cernelha, rabejada até à exaustão e recambiada com uma bandarilha no lugar do piercing.

PS: Se quiseres protestar contra as Ervilhas Albinas, telefona! Eu tenho inside info e vendo-me por t(r)uta e meia

Friday, May 30, 2008

Crueldade V

Adoro acordar depois do meio-dia, a manhã não é para mim, e pensar que a esmagadora maioria das pessoas que eu conheço já está a trabalhar há uma data de horas. Consigo muitas vezes o feito assinalável de despertar depois de gente minha conhecida que vive nos E.U.A. já ter iniciado a sua labuta diária.

Como tenho um acordar difícil (Ed: esta descrição peca por defeito) às vezes necessito de as imaginar especialmente miseráveis e infelizes, injustiçadas pelo patronato e incompreendidas pelos colegas intriguistas e incompetentes. Se não for suficiente, penso nelas insatisfeitas com os ordenados, com a falta de privacidade e o nível de caos dos open spaces, desesperadas por umas passas em cigarro alheio, reféns das limitações no acesso à pornografia na net e quase suicidas face à qualidade do café produzido pela maquineta local.

Nos dias em que me levanto mesmo deprimido penso nas crianças escravizadas por meio punhado de arroz a coser, com os seus dedinhos imundos e cansados, equipamentos desportivos de marcas prestigiadas que eu mais tarde vou usar e fico logo mais bem-disposto. É caso para dizer que “com o mal dos outros passo eu bem”.

Lolitófilia XIII : T-Shirt Bonanza III



Thursday, May 29, 2008

Descascadas

Gosto quando as mulheres se cobrem, compõem, ataviam depois de nós já termos visto tudo que havia para ver. Agora com esta moda das calças de cintura descaída baralho-me um pouco pois nunca sei se me hei-de concentrar nos decotes de peito ou nos de fim das costas. É muita pressão! E não é que com tanto curso da treta que por aí há, tanta formação de fumadores, tanta actualização de gestores, nunca fazem workshops destas cenas importantes e um tipo vê-se mesmo forçado a desbravar território virgem e a desenrascar-se por si só?

Nunca percebi porque se descascam tanto para depois passarem o dia preocupadas, a ajeitarem-se e com medo que algo de mediático se liberte de amarras e salte cá para fora. Será que, quando saem de casa, não têm mesmo noção de quão decotados, transparentes, enfim, desconcertantes são os trapinhos novos? Será que não percebem que verem-se de frente para o espelho pela calada da manhã é uma coisa, mas que terem de andar, sentar, baixar e gesticular, durante o normal decorrer do dia, é outra?

Quer dizer, eu não me queixo, é daquelas coisas que até pagava para ver, mas que graças a Deus continua gratuita. E adapto-me com facilidade. Se dantes adorava observar as meninas a tirar, através das calças, a cuequinha que teimosamente insistia em resvalar para o paraíso inter-nadegal (e quem pode censurá-la?), agora divirto-me com o ajustar do fio dental em sentido inverso. Não sou esquisito, nem pobre e mal agradecido.

Wednesday, May 28, 2008

Crueldade IV

Crueldade III

Crueldade II

It's not a fan, it's a convertible!

Crueldade

Tuesday, May 27, 2008

Surto de B.S.E.*** nos Açores

*** 'Bora Sodomizar Equídeos

Monday, May 26, 2008

Yes, It's a Monday

And It's Gonna Be A Hard Dog's Week

Sweet Dreams

Sweet dreams are made of this
Who am I to disagree?
Travel the world and the seven seas
Everybody's looking for something
Some of them want to use you
Some of them want to get used by you
Some of them want to abuse you
Some of them want to be abused

I wanna use you and abuse you
I wanna know what's inside you

Lyrics by David A. Stewart and Annie Lennox

Sunday, May 25, 2008

Curriculum Mammarium

Quem não tem cão, caça com gato

Hipo Inspiração

Saturday, May 24, 2008

Lipo Inspiração

O Melhor Amigo

Friday, May 23, 2008

Lolitófilia XII : Flexibilidade

Gay

Thursday, May 22, 2008

7A

Ser preguiçoso é esperar pelo autocarro para fazer duzentos metros só porque é a subir e não apetece.

Ser fascizóide é pagar €1,35 por uma viagem de duzentos metros.

Ser impaciente é fumar três cigarros enquanto o autocarro não vem só porque também não apetece esperar.

Ser doente mental é pedir uma factura ao motorista para descontar no IRS.

Ser urbano-agressivo é descompor o senhor condutor por este não aceder aos nossos pedidos. ("Senhor condutor, por favor, ponha o pé no acelerador, se chocar não faz mal, vamos todos pó hospital")

Ser desavergonhado é confessar sem arrependimento coisas desta natureza.

Ser fértil em imaginação é nada disto ter acontecido.

Ser optimista é escrever um post sobre autocarros imaginários no feriado do corpo de Deus e esperar que haja comentários.

Lolitófilia XI : T-Shirt Bonanza II



Wednesday, May 21, 2008

Top 5 (Ilustrado) Coisas Que Quis Ser Mas A Minha Mãe Não Deixou

#5 Controlador de Qualidade

Rapazes, não se assustem que a senhora tem umas mãos pequeninas. Além disso, os bacamartes são mesmo XXXL para testar o látex até aos limites. A última coisa que quero é suicídios em massa à conta de uma foto por mim publicada, quer por parte dos machos desmoralizados, quer das fêmeas convictas que têm tido muito azar na vida.

Adorava trabalhar de bata e máscara num ambiente esterilizado, futurista e populado por grandes falos metálicos que por mim passariam firmes e hirtos, dignos e desavergonhados, incansáveis e imutáveis. Vinde a mim herdeiros de Priapo que eu ponho a gabardine para não se constiparem (ninguém quer que vocês comecem todos a espirrar em simultâneo!)

#4 Ascensorista

Sempre quis ser operador de elevador, ter uma farda da Carris, passar o dia a carregar mecanicamente em botões e dizer a todas as loiras oxigenadas: “Ó priti, máinde de dóre”. Sou muito bom a carregar em botões, atrevo-me mesmo a chamar-lhe um dom. Sei instintivamente onde, como, quando e que pressão exercer. Se é para subir ou para descer. Abrir, fechar, encravar. Chamar a assistência sem transpirar.

#3 Gay

Sempre desejei ser gay, fundamentalmente para poder usar roupa muito justa de Lycra colorida e quem sabe umas perneiras às riscas a condizer. A Lycra aconchega de uma forma que nem o ventre materno consegue e é muito menos peganhenta.

Não sei se este estado de coisas se deve ao super-herói que há em mim, mas o mais provável é ser a minha costela de diva a expressar-se sem autorização. Aquela mesma que canta Céline Dion e Mariah Carey no banho e que adora casacos de pele verdadeira, trolhas suados e pequenos-almoços na cama.

#2 Narcotraficante

A única forma viável de, no presente, ser respeitado mesmo usando um bigode ridículo. Nos tempos que correm já nem os treinadores de futebol escapam à gozação, o que é pena, pois é nítido para mim que aquilo que o Benfica precisa é de um mister com uma bigodaça farta.

Ser narcotraficante também possibilitaria a realização de uma outra aspiração de infância pois sempre sonhei com a lavagem de dinheiro. Como perfeccionista não desdenharia passá-lo a ferro com amor e estende-lo na corda da roupa a secar ao sol. O que querem? Tenho alma de doméstica!

#1 O Zé Carioca

Nos estádios mais tenros da minha infância adorava o Mickey. Não percebia que ele era um beto de primeira, sensaborão e moralmente incorruptível. Depressa troquei de ídolo, para o grande Zé Carioca, esse génio fura-vidas, preguiçoso, engenhoso, divertido e nunca aborrecido. E mudar da ratinha Minnie para a passarinha Rosinha não se pode dizer que tenha sido andar de cavalo para burro... (isto seria uma temática perfeita para uma saída só de homens: Minnie vs Rosinha, quem é a mais boa, qual a melhor na cama, quem gosta mais de morder a almofada, qual faz a melhor feijoada?)