Sunday, June 15, 2008

Cantam As Nossas Almas

Faz hoje um ano que fui pai, mãe e obstetra do Ervilhas Albinas. Era completamente virgem nestas andanças, nem sequer encostar, e, no entanto, foi um parto indolor.

Não tinha grandes expectativas, nem ideias pré-definidas do que poderia acontecer. Como em todos os meus empreendimentos a ideia inicial era conquistar o mundo e depois tudo o que viesse a menos estava bem para mim.

De todos os indicadores que me poderiam trazer orgulho, como as dezenas de milhares de visitas, os milhares de comentários e consultas ao perfil ou a interacção, virtual mas real, com tantos de vós, aquele que realmente me importa é o número de posts. Com efeito, o facto de de ter postado meio milhar de vezes neste espaço de tempo vem provar inequivocamente que tenho muito menos que fazer que todos vós e que descobri mais uma forma maravilhosa de dar largas ao meu mítico hedonismo.

PS: E, em abono da verdade, também não desgosto de alguns de vocês...

Saturday, June 14, 2008

Hoje Sonhei Assim

Com aspirações e limpeza

T-Shirt Bonanza V



Friday, June 13, 2008

Analogia

Nova Jérsia está para a Margem Sul assim como os Bon Jovi estão para os UHF. Perfeitos.

Girlie Post I : Butt

É impressão minha, ou o layout que escolhi para o blogue faz com que o meu rabo pareça grande?

Thursday, June 12, 2008

Os Feriados

São o inimigo número um dos bloggers. Dão cabo das estatísticas, boicotam as visitas, minam a dinâmica dos comentários e deixar-me-iam deprimido caso não estivéssemos já nos quartos-de-final.

Wednesday, June 11, 2008

Top 10 Coisas Que Se Querem Pequeninas a.k.a. Small Is Beautiful

Não se ponham já armados em carapaus de corrida como se soubessem à partida de que é que eu vou falar. Ainda nem eu próprio decidi, quanto mais vocês. É que nunca se sabe, pode até sair um post repleto de seriedade, transbordando decência e originando epifanias não epilépticas (pode não parecer mas eu sei quase sempre o significado das palavras que utilizo).

Morangos. De preferência comprados a vendedores ambulantes e de origem não demarcada. Afinal de contas se têm a capacidade de escapar ao monoteísmo oligofrénico da ASAE, de certeza que possuem uma qualidade morangal superlativa. Quanto mais pequenos, amassados e com mau aspecto, melhor, pois quase que nem se torna necessário soterrá-los em açúcar!

Colheres de café. Quem vai com regularidade ao estrangeiro já se terá apercebido que apesar da universalização do “espresso” e da assinalável penetração de mercado da chávena de loiça pequena, toda a gente parece ignorar a colher de café, facto que dá azo às peripécias mais inusitadas e hilariantes.
Presumo que depois dos fumadores, já andem a preparar terreno para perseguir os consumidores de açúcar. Digo eu, que aprecio teorias da conspiração quase tanto como gosto do doce proveito da cana sacarina.

Sardinha, jaquinzinhos, polvos e lulas. É só, nada a acrescentar. Bem, talvez azeite.

Mamas. Pode ser difícil de acreditar para quem acompanha o Ervilhas com regularidade e se depara, não raramente, com imagens de mulherio cuja volumetria em muito excede o percentil oitenta (per capita mamilal!!!), mas a verdade é que sou adepto fervoroso da maminha pequena/média. Para ser mais científico, há que usar a unidade oficial de medida do SI : a mão cheia. Mais que mão e meia já não me cativa por aí além. Claro que o que tem de ser tem muita força e não sou de virar a mão à luta. Os meus livros de reclamações até podem estar cheios de queixumes múltiplos, mas nunca por falta de devoção à causa ou escassa vassalagem mamária. No que a mamas diz respeito não olho a QI, credo, raça, tamanho, simetria, forma, orientação sexual e nem, pasme-se, filiação clubística. (Agora nesta parte é que todas a minhas amigas virtuais do FCP vão começar a achar que isto é para elas. Eu não confirmo, nem desminto. Enviem fotografias [não custa tentar, hehe] e logo conversamos. Diaba, tu já não precisas, estás aprovada e dispensada, lol)

I-Pods ou similares. Maneirinhos são muito mais jeitosos. Ao contrário dos telemóveis e dos portáteis que a partir de um certo nível de miniaturização se tornam pouco práticos (a menos que tenham uns dedinhos minúsculos), os Ai Podes bebés são deliciosos e recomendam-se! Small is definitely beautiful!

Dedos dos pés. Ao contrário dos seus compadres superiores que se querem longilíneos, os dedinhos dos pés desejam-se pouco avantajados e de preferência sem membrana interdigital. Dedões oponíveis e pessoas com fetiches que envolvam partes do corpo abaixo dos joelhos também são sempre de lamentar.

Coca-Cola. Já aqui declarei o meu amor pela “Cueca Cuela”. É de tal forma que acho ofensivo que lhe chamem refrigerante ou não a distingam da Pepsi. A Coca é uma linha no bingo da vida, um estado de espírito, uma motivação acrescida, e é insuperável na sua incarnação pequenina em garrafa de vidro de 20 cl. (Nota da DGS: não brinquem com as garrafas vazias que devido à sua forma específica tendem a causar um “efeito de vácuo” e, consequentemente, a sobrecarregar as urgências dos hospitais distritais)

Animais de estimação. À excepção do cônjuge, que julga sempre usufruir de liberdade individual para ter o tamanho que deseja, todos os outros animais domésticos e domesticados devem ser fáceis de transportar ao colo e ter um peso inferior a 10 quilos. Maiores que isso que vão para o zoo, para uma reserva natural, para um parque temático ou para o Alentejo selvagem predar Mouros e Cristãos.

Pipis, vaginas, coninhas, tubos de escape e orifícios similares. Posto assim, até soa à tabela de actividades do artigo 151 do IRS, anexo 1: “Toureiros e outros artistas tauromáquicos”, ”Sacerdotes de qualquer religião, Videntes, Bruxos, a Maya (não confundir com a abelha) e Charlatães similares”, ”Biólogos, Astrólogos, Sociólogos, Parapsicólogos e outros Parasitólogos que tais”.
Isto é um assunto tão excitante para mim que já me estou a dispersar. Mas que posso fazer? O IRS é mesmo assim, deixa-me toda doidona e sem fôlego!
Quem me lê há mais tempo sabe que eu sou o poster boy da causa da redução vaginal e/ou da liberalização anal obrigatória, o embaixador da boa vontade das Nações Unidas por uma vagina melhor, o arauto do combate às assimetrias genitais. Nunca é demais repetir: o tamanho con(t)a!

Tuesday, June 10, 2008

E Como Hoje É 10 de Junho

Até iço uma bandeira no Ervilhas

Monday, June 9, 2008

Little Monkeys

A blogosfera é redonda, o meu teclado é plano, tirando os burriés colados, que dão um relevo do catano.

Crueldade VI

Apesar dos insistentes rumores que correm, da boataria que para aí anda, da maledicência que pulula, eu não sou o violador da margem sul. Era incapaz de cometer um acto tão vil, indigno e de um mau gosto tão gritante. Além disso também nunca me passaria pela cabeça violar uma pessoa.

A todos os meus leitores(as) a Sul do Tejo as minhas mais prontas e genuínas desculpas. O humor tem destas coisas e não tem dó, nem piedade, nem sequer dos geograficamente desfavorecidos.

Sunday, June 8, 2008

Futebol é com F grande (e Ferrero Rocher também)

Não percebo as pessoas que afirmam que odeiam futebol. A palavra “pessoas” não é usada de forma politicamente correcta mas sim porque espelha a realidade actual. Longe vão os tempos em que a bola era um feudo masculino e em que existiam graves assimetrias de género no que diz respeito à devoção pelo desporto rei.

Compreendo quando alguém me diz: “odeio que me enfiem o dedo no rabo”. Posso nem partilhar da opinião do(a) meu(minha) interlocutor(a), mas percebo. Um dígito esfíncter acima é uma coisa que pode acontecer a qualquer um e que vivendo o suficiente, invariavelmente, acontece. E cada qual está no seu direito de adorar, detestar, ficar indiferente ou numa voz envergonhada e sumida pedir para serem mais dedos. Está no seu direito porque experienciou algo, algo diferente é certo, mas algo real.

Já o futebol, esse nunca acontece a ninguém que não o queira. Não nos surpreende pelas costas quando estamos no conforto e na segurança dos nossos leitos e pimba, tunga, toma lá que já almoçaste, vais buscar e embrulha.

Quando confronto as pessoas supracitadas (as da bola, não as dos dedos) com perguntas do género: “Já alguma vez jogaste?”, ”Já estiveste num estádio cheio?”, ”Alguém te obriga a ver?”, ”O futebol já te privou de liberdades individuais?” ou “Já viste algum jogador a assoar-se à futebolista fora de campo e trajando à civil?” a resposta é sempre “não”.

Por isso me faz espécie dizerem-me que odeiam o desporto rei.

Poderia ser outra coisa qualquer, mas para efeitos de analogia consideremos os folhetins televisivos. Eu não vejo telenovelas. Daí a odiar novelas parece-me que vai uma distância imensa, um equador de má vontade, um mundo de intolerância, uma Via Láctea de ignorância. As telenovelas têm a vida delas, eu tenho a minha. Não lhes desejo mal e não me pronuncio sobre uma ciência/arte que desconheço. Simples, não? Parecer-me-ia que sim.

Saturday, June 7, 2008

True Love

"Football isn't a matter of life or death, it's much more important than that."

Friday, June 6, 2008

Top 5 Coisas Que Me Enervariam Nos Blogues De Menina Caso Eu Não Fosse Um Ser Tão Sábio, Calmo e Tolerante

Fundo cor de rosa. Como se costuma dizer: os gostos não se discutem, lamentam-se! Mas nem é isso que me faz vir para aqui resmungar, é mesmo a dificuldade acrescida para tentar ler sem ter de franzir os olhos e/ou gastar um frasco de soro fisiológico. É que ele é rosa às pintinhas, rosa às riscas, rosa às cornucópias, rosa all over, rosa chique, rosa choque, Rosa Mota...

Ataques sistemáticos à Calçada Portuguesa. Vocês que a calcorreiam e espezinham dia sim, dia sim, ainda querem erradicá-la, exterminá-la, votá-la ao degredo e esquecimento? E tudo para poderem andar sirigaiteiras de saltos altos? Tenham tino nessas cabecinhas! Com tanta falta de juízo e bom senso até parecem homens de barba rija! Se querem ficar mais altas sem correr o risco de cair ou partir um salto, usem plataformas, andas ou arranjem um gajo que vos transporte às cavalitas!

Dizerem mal do Cristiano Ronaldo. A inveja é uma coisa muito feia, minhas senhoras. Comentar o que ele veste/usa, namora ou diz, é pura e simplesmente irrelevante. Vocês falam do Dalai Lama a jogar à bola, do Nelson Mandela a fazer contas de dividir, do Pedro Santana Lopes a ser competente, do Picasso a cantar, da Manuela Ferreira Leite na passerelle, da Manuela Moura Guedes a ser educada, do George Bush a pensar, do Ervi a homossexualizar ou da Clara Pinto Correia a dançar? Não, pois não? Então, estamos conversados...(mas se, mesmo assim, quiserem ver a Clarinha a dançar cliquem aqui)

Mudanças constantes de visual, como se isto da blogosfera fosse o Extreme Makeover. Desde headers, passando por templates, pela fotografia do perfil ou por tornar o blogue privado, até ao extremo de mudar de nome(!!!), diria mesmo mais: até ao radicalismo de trocar de nome(!!!).

O uso e abuso de lugares comuns como a TPM e de assuntos variados como: os homens são todos iguais, malas e sapatos, iguais são todos os homens, sandálias e carteiras, os homens não são nada diferentes, botas e perfumes, são todos a mesma coisa, ténis e roupas, não são flor que se cheire, chinelos e maquilhagem, não há um que se aproveite, flip-flops e depilação, nunca mais vou ter nenhum, crocks e galochas.

Thursday, June 5, 2008

Profundamente

Tenho um amigo de infância que é profundamente optimista. De tal forma que antes de ir sair num sábado à noite é capaz de ir comprar uma embalagem de 12 preservativos. Daqueles com sabores, que brilham no escuro e têm o Rato Mickey na ponta, se for preciso. É evidente que por muita sorte que tenha acaba sempre por acumular em casa uma enorme quantidade de profilácticos por encetar que eventualmente excedem a sua esperança de vida, ultrapassando o prazo de validade e segurança.

Não sendo pessoa de desperdiçar seja o que for, ou deitar dinheiro à rua, decidiu-se por passar a usar protecção aquando das actividades manuais, pessoais e intransmissíveis, que, afincadamente, pratica a solo. Diz ele que não só dura infinitamente mais tempo como é muito mais higiénico, cómodo e fácil de se livrar dos despojos do dia.

Quando ele me transmitiu isto eu pensei tratar-se de uma história de pescador, como tantas outras que já contámos um ao outro desde os tempos em que a professora Gertrudes nos mandava de castigo para o canto da sala de aula na Escola Primária 135. Mas não, parece que é mesmo verdade: tenho um amigo (profundamente) gay!

Forever

Wednesday, June 4, 2008

The Albino Pea Masturbation Poem by Ervi “The New Pessoa” Mendel

I’m the Alpha Pea

I’m the domain master

I’m in love with me

Manually it’s faster


My seeds are green

My love is blue

Every time I do it

I only think of you


Shelled round peas

I dare dream of thee

While all along

I keep on touching me


All my fantasies

Come in gorgeous pairs

Every time I do it

I loose a lot o’hairs (Ed: That’s why you’re bald)


Do it everyday

Do it right now

Just do it anyway

Like a sacred vow


You can moan

You can shout

You can change the batteries

In case they’re out


I’m the Alpha Pea

I’m the Albino King

It’s kind of depressing

Loosing one’s cock ring


(Eu sei, mas a verdade é que andava tão bem comportado há tanto tempo que não me aguentei...)

Lolitófilia XIV : T-Shirt Bonanza IV

I bet it does

I bet you did

I bet you do

Tuesday, June 3, 2008

Happy Birthday Miss Fontana

Estava à pinha. Não era de admirar pois era o único sítio aberto num raio de dez quilómetros em que havia uma televisão de tamanho decente. Pares de olhos fixavam o écran onde os rapazes davam os 110% da praxe em busca de mais uma vitória moral. Os meus não, esses insistiam em sondar o cheiro a Jovan Musk Oil que por obra e graça do Senhor se tinha instalado à mão de semear. O rabo-de-cavalo expunha o pescoço de uma forma que deveria ser proibida. Até é, mas não neste país. A voz rouca que entusiasmada dizia para chutarem fazia-me tremer o âmago e ter pensamentos que envergonhariam qualquer genocida profissional.

Perguntei-lhe se queria. Disse que sim, um gin tónico, mas que jogava na outra equipa. Não percebi. Pensei que torcesse pelos franceses. Monologuei sobre o fair play e o meu currículo desportivo imaculado. Sorriu e disse que não era isso, que gostava de raparigas. Não desarmei, afinal de contas mal nos conhecíamos e já tínhamos tanto em comum!

*****

Muitos parabéns Debbie querida! Que contes muitas :)

Comunicado

Fui à Conservatória do Registo Civil e mudei de nome. Deixei o ambicioso e artístico “Ervilha Escriba” para trás e abracei o futuro de pernas abertas. De agora em diante é “Ervi Mendel”, para o bem e para o sal, na saúde e na dispensa, na riqueza e na pureza, na alegria e na magreza, até que o Blogger nos separe. À mãe. Olé.

Monday, June 2, 2008

Top 10 Guilty Pleasures (Semi-Ilustrado)

A Maria num dos seus devaneios mais recentes resolveu passar-me uma corrente intitulada “Guilty Pleasures”.

Ora isto levanta-me sérias dificuldades pois eu não tenho grande familiaridade com o chamado “sentimento de culpa” e muito menos quando este é perversamente associado ao prazer.

Não sei se é por ser um vegetal, se por me comportar como um animal, se por não gostar de água mineral, se por me irritar a herança cultural Judaico-Cristã da coisa, se por ser dotado de uma amoralidade acima da média, mas a verdade é que a culpa só atrapalha e corrói, empata e não produz, vive no passado e não me seduz.

Como tal, e em alternativa, vou antes elaborar uma lista muito diversificada de pequenos prazeres pessoais:

Dar puns no banho de imersão. Ver o cogumelo bolha nuclear, banido pela convenção de Genebra, a emergir em toda a sua glória destrutiva enquanto cantarolo “Hiroshima, meu amor”

Dar puns silenciosos na presença de crianças, animais, idosos ou plantas carnívoras e acusá-los prontamente de dificuldades de domínio do esfíncter.

Dar puns em cerimónias públicas onde estejam presentes os futuros sogros, chefes de estado ou membros da realeza. Admitir que o faço por aconselhamento médico e que, se necessário, posso apresentar um atestado de síndrome do cólon irritável.

Dar puns mesmo na cara da gata e vê-la ronronar de felicidade (sou um querido...).

Dar puns durante o orgasmo. Aconselho-vos a não fazerem isto da primeira vez que estão com alguém novo. Por razões que desconheço parece que não é socialmente bem visto. Eu uso sempre a técnica de “és tão boa na cama que perdi por completo o controlo”. Não só daí para a frente passa a ser permitido expelir ventosidades durante o acto à lá gardére, como elas ficam gratas e comovidas de vocês o fazerem (sou mesmo, mesmo um querido...)

Dar puns durante a fotografia de grupo em casamentos e baptizados. Este não é para amadores pois o ar livre é o inimigo número um do gaseamento eficaz dos convivas.

Dar puns na cama. Sentir as ondas fétidas da paixão a percorrerem o interior do leito e deixar-me embalar num sono reparador ao sabor (odor?) das réplicas.

Dar puns enquanto se está ao computador a escrever posts de forma a substanciar na prática o conhecimento teórico que, por palavras, se tenta transmitir às gerações vindouras.

PS: Como não poderia deixar de ser, este vai gasosinho para si...