Tuesday, October 21, 2008

Big Fat (Bald) Perv

Estou tão contente! Uma blogger que eu não vou identificar chamou-me “big fat perv” e, ainda para mais, tenho a certeza que era carinhoso! É por estes pequenos nadas comoventes que a blogosfera vale mesmo a pena!

Monday, October 20, 2008

Sub 18

Muito recentemente descobri que havia uma data de menores de idade a ler este blogue pelo que não estranhem se alguns posts no futuro próximo forem ainda mais pedagógicos, preventivos e educativos do que é habitual.

O meu gene paternalista, preocupado com aquilo que os jovens têm de enfrentar no mundo real, poderá fazer-me abordar temáticas diversas como: as cegonhas transgender, a imaculada São do Bulhão, as doenças veneráveis, o background do blogue como meio de afirmação da bissexualidade, técnicas de lubrificação MacGyver, implantes mamários DIY (faça você mesmo), como ter sucesso nos castings televisivos sem esfolar os joelhos, diferenças entre camas e padrinhos à espanhola e o seu significado no contexto sociológico Ibérico, o preservativo e o MSN, como ser uma lolita virtual, partilha e reciclagem de massajadores faciais, técnicas de ocultação do hálito sexual, e, finalmente, como usar o cartão de crédito dos pais sem ser detectado(a).

Fiquem sabendo que aqui no Ervilhas serão sempre bem-vindos e maltratados por igual, tal e qual os restantes comensais. Desde que a vossa menoridade não seja de intelecto, não me interessa que não saibam quem são os Quarrymen, o Tamagnini Manuel Gomes Baptista, o Farrokh Bulsara, o Allan Konigsberg , o Robert Zimmerman ou o próprio MacGyver. Há tempo para isso quando as hormonas se esfumarem com os sonhos, a inocência virar reticência e a doce decadência burguesa se instalar definitivamente.

Sunday, October 19, 2008

A Vida Antes e Depois do Wonderbra


Saturday, October 18, 2008

Hoje Acordei Assim

Decidido a levar uma alimentação saudável. Motivação não me falta e se for preciso até como a relva.

Friday, October 17, 2008

Sacos de Papel

O papel é opaco, o plástico não e assim não há risco de sufocação. Aprendam que eu não duro sempre.

Thursday, October 16, 2008

Como Perder Leitores (Parte IV) : Dizer a Verdade

Enquanto fui laurear a pevide e apanhar uma virose fina do primeiro mundo houve vários blogues que de forma traiçoeira fecharam, aparentemente, portas. De entre estes tenho de destacar o Bom Jardim do caro Alf, um espaço de boa disposição, inteligência e decência que deixará certamente muitas saudades.

Vendo tanta boa gente a voltar costas à blogosfera é com algum melindre que me vejo forçado a comunicar-vos que o “Ervilhas Albinas” NÃO vai acabar. Nem agora, nem no futuro vislumbrável. Lamento imenso.

É Canja

Como é do conhecimento geral, quanto mais homem se é mais baixa é a temperatura corporal. É, aliás, desse facto científico inquestionável que nasceu o termo "cool". Não será pois de admirar que com um febrão de 37ºC, eu esteja podre de doente, para lá de Bagdade com pena de mim próprio e desejoso de mimo e atenção. Assim, se houver por aí alguém do sexo feminino entre os 16 e os 46 anos, com experiência de cuidados primários de saúde, que saiba fazer canja verdadeira e não se importe de passar a maior parte do tempo em tronco nu, por favor contacte-me com celeridade no endereço de correio electrónico habitual.

Wednesday, October 15, 2008

Bohemian Rhapso Pea

Queen and Paul Rodgers at the O2 Arena, North Greenwich, 13th October 2008. The Night at the Arena was a Kind of Magic because half of the best band in the world still is the most awesome, brilliant and powerful rock music making machine out there.

Friday, October 10, 2008

Como Perder Leitores (Parte III)

Fugir para parte certa sem pré-aviso, mesmo que seja para ir ver os meninos dos meus olhos tocar na O2 Arena.

Marlene

Podem maldizer à vontade a nova decoração de exteriores do "Ervilhas" que eu não me importo, nem me comovo. A maioria das pessoas é resistente à mudança e tem medo de experimentar coisas novas. Só os mais dotados e com melhor gosto é que conseguem assimilar no imediato alterações com tamanho impacto no seu quotidiano.

Quanto a mim, que sobrevivi a ter-me despido em frente à Marlene, até gosto de provocações, palmadas nas nalgas e de ser amarrado com fitinhas de cetim.

Em relação à Marlene, para além de ela ter crescido numa quinta, estava muito muito frio e eu andava engripado.

Esclarecimento

Eu não mudei o visual do blogue. Acrescentei. É completamente diferente. E não são florezinhas mas sim viris folhas de ervilheira albina. É absolutamente distinto.

Snooker

Thursday, October 9, 2008

(In)Certezas

Não gosto nada quando as pessoas se expressam com frases feitas. “O pequeno-almoço é a refeição mais importante do dia”, “Se beber não conduza”, “Natal é quando um homem quer”, “A pílula engorda”, “A Coca-Cola faz mal”, “O povo está com o MFA”.

Não me agrada, mas compreendo. O universo é um caldeirão de caos e a incerteza um poço sem fundo. As pessoas sentem necessidade de se agarrar a alguma coisa que seja ordenada, imutável, pouco complexa, fácil de processar e reconfortante. Precisam de sentir que o dinheiro está seguro no banco, que o conceito arcaico da família funciona, que o Benfica são os bons e o Porto são os maus. Precisam de certezas a preto e branco para sobreviver num mundo cada vez mais cinzento. Se lhes trocam as voltas, é o fim da picada.

“Fumar Mata” é um bom exemplo. Uma mensagem simples, concisa e aceite pela grande maioria. Pena não ser verdade. Fumar o quê? Cigarros? Charros? Crack? Cachimbo? Cigarrilhas? Sem travar? No esófago? Nos pulmões? Três vezes por dia? Por semana? Por semestre? Por década? Fumar não mata. Estar vivo é que mata.

É, no mínimo, curioso que a única certeza universal e comum a todos nós seja a morte. A única certeza que temos é aquela que nos traz zero conforto, nenhuma paz e um balde cheio de angústia. Não admira, portanto, que vivamos cercados por frases feitas, verdades absolutas e tabus intocáveis.

A verdade é que as certezas são analgésicos para mentes menores. Se calhar por isso é que eu tenho a certeza absoluta que o amor existe (e é cego), Deus não (se existisse seria cego) e que levar no cú (definitivamente cego) não é pecado.

Wednesday, October 8, 2008

Hoje Não Posso

Tenho que fazer. Torcer por fora e manter níveis moderados de optimismo. Isto é tão importante que deveríamos poder votar também. Nós e o resto do mundo. Se assim fosse não restariam dúvidas quanto ao desfecho eleitoral.

Tuesday, October 7, 2008

Ervi Was Here

Always remember kids: If you want to be extra safe just do it on a Volvo

The Drugs Do Work

Monday, October 6, 2008

Como Perder Leitores (Parte II) : Bola e Palavrões

Nunca compreendi a necessidade de dizer palavrões num jogo de futebol. Nenhum árbitro, dirigente, treinador ou jogador profissional se sente minimamente beliscado na sua honra quando isso acontece. A explicação pode ser tanto de que tais criaturas desconhecem o conceito de "honra", como o facto de desenvolverem ouvidos de mercador muito cedo no exercício desta peculiar actividade. A única excepção a esta regra é se forem árabes, tiverem um nome começado por “Z” e alguém se referir, em amena cavaqueira a meio campo durante a final do campeonato do mundo, à irmã deles.

Sempre me pareceu muito mais eficaz ser ofensivo sem recorrer a palavrões. Estes últimos podem ser sinónimo de um estado emocional alterado, de um momentâneo lascar do verniz e, como tal, perdem a força da crueldade calma, educada e premeditada.

Ainda há bem pouco tempo um estudante, a caminho do Erasmus em Roma, cruzou-se com o “Cebola” Rodriguez no aeroporto de Pedras Rubras (Nota: sim, é verdade, também digo “Ponte Salazar”, “Lourenço Marques”, “Nova Lisboa”, “Bombaim”, “Ceilão”, etc.) e chamou-lhe, com toda a justiça, legitimidade e naturalidade, “Traidor” e “Judas”. Foi prontamente agredido por membros da comitiva portista, o que só demonstra cabalmente o meu ponto de vista.

É inequívoco que cantar “Em cada dragão há um leão” é tremendamente mais depreciativo do que qualquer palavrão que nos sintamos tentados a usar. A frase recíproca então: “Em cada leão há um dragão”, é de tão mau gosto que tive sérias dúvidas em usá-la neste post. Afinal de contas, conheço pessoas decentes que sofrem da síndrome da lagartice adquirida e embora ainda não haja cura conhecida, continuo esperançoso.

Dito isto, é evidente que não estou contente com o que se passa na Luz. Não se pode ter dois pesos e duas medidas, a menos que estejam ligados à arbitragem, aos conselhos de justiça e disciplina, à federação, à liga ou, numa só palavra, ao “pitodourado”. Não gosto quando cantam “Ò Pinto da Costa vai pó caralho”. Não gosto, não acho produtivo. Sugiro que, em vez disso, ponham a música do Padrinho a tocar no sistema sonoro ou entoem a “Saia da Carolina”.

O mesmo é verdade quando nos pontapés de baliza mencionam constantemente as mães do guarda-redes adversário. Também detesto. Em primeiro lugar eles são, em geral, umas abéculas abortivas tão feiinhas que ao gritarem “filho da puta!!!” estão, inadvertidamente, a promover as progenitoras a um estatuto social mais elevado do que aquele que na realidade ocupam. Depois, porque penso ser infinitamente mais divertido e lesivo gritar “Vítor Baía” ou “Ricardo” aquando da reposição da bola em jogo.

Termino com um exemplo na primeira pessoa. Num Benfica - Porto de boa memória estava sentado na primeira fila a uns escassos metros da linha lateral. O Benfica ganhava, pelo que os apanha bolas, cumprindo o seu dever cívico, começaram a desaparecer e os que restaram pareciam afectados por uma estranha apatia. Um jogador adversário, na sofreguidão de não perder tempo, abeirou-se de mim para ir recolher uma bola antes do lançamento. Aproveitei a oportunidade e disse-lhe calmamente: “desejo-lhe que os seus filhos morram de cancro”. O homem ficou possesso, a metralhar saliva e ameaças num descontrolo absoluto e não fosse a pronta intervenção dos stewards tinha tentado uma à Cantona em mim. Tal foi o desacerto subsequente que foi substituído sete minutos volvidos. Não só ganhámos como as criancinhas continuam de boa saúde. Simples, não?

Holy Cow II

Full speed ahead on my highway to hell. Not even stopping for gas or paying tolls.

Sunday, October 5, 2008

Hoje Sonhei Assim

Que estávamos na praia a brincar às construções na areia. Tu fizeste as grutas do Bin Laden, eu o novo túnel do Rossio. Sem mãos.

O Imbróglio Informático

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