Wednesday, August 29, 2007

Top Ten Coisas Que Mais Gostei De Fazer Nu


Abrir a porta a evangelizadores inoportunos – A primeira vez que aconteceu nem foi por mal, estava no sofá a ver pela enésima vez o DVD das “Girls Gone Wild – Volume 7” e duas senhoras de meia idade Testemunhas de Jeová bateram-me à porta. Esqueci-me que estava descascado e moderadamente intumescido, abri a porta e foi remédio santo.
A partir desse dia tornou-se o meu modus operandi. Até mesmo quando um sábado pela calada da manhã um médico/ inspector pidesco da ADSE veio cá à Mansão Ervilhal para verificar que a minha baixa não era fraudulenta deu um jeitão enorme. Mal olhou para mim no meu esplendor au naturel e leu nos seus papelinhos “baixa psiquiátrica” fugiu a sete pés e nunca mais voltou.

Apanhar sol na praia – Não há sensação na vida tão libertadora como estar nu na praia. Mesmo que não seja de nudistas. É dos poucos sítios onde se pode estar nu à vontade sem ir preso por atentado ao pudor. Experimentem sem preocupações de maior, na pior das hipóteses o nadador salvador vem pedir-vos para vestirem os calções/monokini. Dito isto, aconselho protector solar ecrã total para as jóias da família, e olhem que eu sei de que é que estou a falar, sim, eu, a ervilha da minhoca bem passada.

Dizer boa tarde ao banho turco – Não é gralha, é mesmo “ao”. Gosto muito de cirandar pelos balneários em pelota numa demonstração do meu estatuto de macho alfa. Não me intimida minimamente passar por senhores que aparentemente têm mangueiras roubadas aos Sapadores Voluntários. Vou ao urinol, balança, secador de cabelo, sauna, duches frio/ quente sempre como vim ao mundo (menos os restos do cordão umbilical que a minha segunda mulher me obrigou a remover cirugicamente). O único senão é que como tiro os óculos passo a vida a dizer “boas tardes” ao nevoeiro do banho turco...

Ter conversas formais ao telemóvel - Muito agradável. Gosto de estar com uma pinça a tirar os brancos dos tintins e zonas adjacentes enquanto familiares mais beatos expressam a sua preocupação e desespero por eu ter escolhido o caminho das trevas.
É claro que nada bate a conversa que tive com um vereador da cultura da CML durante uma violenta e sonora crise de diarreia.
Mesmo com pessoas de confiança acho divertido quando me perguntam “o que estavas a fazer?” e eu respondo “Estou nu a afagar os tomates” e eles riem-se não acreditando “És mesmo engraçado, Ervi!”.

Saltar cama elástica (Trampolim) – Nos tempos em que havia Verão em Lisboa, não era fora do comum o mercúrio ir acima dos 35ºC. Como verdadeiros atletas de alta competição não havia cá tempo para rodar anúncios, fazer férias nas Caraíbas, fazer tatuagens e andar à procura de brincos. Qualquer que fosse o clima, era para treinar. É evidente que também havia muitos momentos de descontração.
Certa vez, num dia de 43ºC à sombra decidimos saltar todos nus. Íamos ao duche e quando voltávamos do balneário já estávamos secos tal era a intensidade da canícula. Foi um fartote de gargalhadas ver as pilas a bater na barriga quando vínhamos para baixo e nos joelhos quando ascendíamos, num convívio salutar, entre homens e meninos, reminiscente da Antiguidade Clássica, em especial da Grécia Antiga. E quem não fizesse queda ventral era do FCP...

Comer mousse de chocolate – Esta é demasiado escatológica até para vocês, meus cultos, liberais e queridos leitores que pensam que já viram, ouviram e leram tudo.

Sexo – Pode ser difícil de acreditar mas aconteceu-me mesmo em inícios dos 90. Nunca tinha estado com ninguém que me pedisse algo tão fora do normal, mas lá tive de descalçar as botas da tropa, a peúga branca e até a pulseira Tucson. Só consegui ficar com a fitinha do Senhor do Bonfim que se partiu a meio da coisa, pois o meu terceiro e último desejo era exactamente consumar o acto com a referida pessoa (e como toda a gente sabe essas fitinhas brasileiras resultam mesmo)

Andar de carro - Esta devo-a ao Jack Kerouac, à sua beat generation e mais concretamente ao livro: “Pela Estrada Fora” (“On The Road”). Ver a cara dos condutores de pesados, jipes e SUV’s quando passam por uma carro cheio de gente em pelota é magnífico. É a liberdade no seu melhor, no seu mais irreverente. Recomendo quando o fizerem manterem-se impávidos e serenos, pois encetar em simulações sexuais já não é uma conduta cívica e pode causar graves acidentes de viação [Nota do Editor: A Débora F. gostaria mais uma vez de aproveitar e pedir desculpas ao Senhor Condutor da Bimbo que se despistou sem gravidade mas não ganhou para o(s) susto(s)]

Ser massajado por um homem – Ai, é o céu! Mãos profissionais a percorrerem-nos de fio a pavio, a massajarem músculos que nem sabíamos que existiam, a fazerem as dores físicas da vida desaparecerem como que por magia. E tudo isto sem termos de nos preocupar na possibilidade de ficarmos, inadvertidamente, com uma erecção. Perfeito, perfeito...

Protestar contra a indústria das peles – Que fique bem claro que nada me move contra a indústria das peles, nem a favor. Mas há oportunidades que só acontecem uma vez na vida. Poder estar na rua em frente à Assembleia da República de rabo ao léu (sem pertencer à “geração rasca”) e não ir de cana, foi bom demais para um exibicionista/ flasher amador como eu desperdiçar. Se a isto adicionarmos o contingente de 17 activistas liberais holandesas que me adoptaram como mascote no subsequente périplo pelo país tudo fica explicado...

11 comments:

Poisoned Apple said...

Brancos nos tintins??? Brancos??? Ahahahhahaha! :)

miss sexy said...

Num destes dias de calor, não muito distante, nuínha em pelota, não em pilota, abri a porta e no patamar estava um craque do sexo tântrico que, sem ser convidado por palavras, me "invadiu"a casa.Abancou durante vários dias, deu conta dos meus mantimentos e não "tantralizou nada, mesmo nada de nada. Por isso amigas/os muito cuidado com as aparências e com a publicidade enganosa!

Anonymous said...

oh poisoned, nao sejas picuinhas. entao o senhor nao disse tambem q a pila lhe bate nos joelhos? perante este facto, q importa a coloracao dos pelos pubicos, hein?
AR

vagem said...

As "jóias de família"devem ser bem cuidadas.Dou-lhe os parabéns por ser tão cuidadoso!Actualmente tem-se pouco cuidado com os efeitos nocivos do sol.

Continuas a surpreender-me!

Ervilha Escriba said...

Poisoned,

Li numa revista feminina que as mulheres gostavam dos homens grisalhos. Acho que não percebi muito bem onde e andei a tomar umas cápsulas de uma ervanária chinesa. Agora é tarde e só a pinça remedeia a situação...

Miss Sexy,
Já lhe pedi para ter mais juízo e não abrir a porta a estranhos

AR,
A coloração dos PP pode ser muito importante, assim como a densidade, comprimento e, em tempos recentes, design. A acreditar na minha anedota de rodapé até o sabor pode ser importante...

Vagem,
Como pode ver pela foto que ilustra o post, para além do protector solar também usei os sombreros que tão amavelmente me trouxe do seu cruzeiro pelas costas mexicanas


Ervi

Anonymous said...

é verdade, cada um que estime os cabelos q ainda tem...
nunca mais te defendo...
AR (de beiço)

Ervilha Escriba said...

AR,
Não fique assim que sabe bem que eu me redimo sempre e a compensarei a curto prazo.
Tem alguma presente em mente?

Ervi

Carreira Belém-Amadora(com paragém na Reboleira) said...

cá está um tema que a todosinteressa e aos poucos esta sua faceta escriba vai-se deflorando, perdão, desfolhando como numa bela tarde de Outono

Poisoned Apple said...

De quem é a pinça???

Ervilha Escriba said...

"A pinça da Pissa" (bom título de post) seria minha não fosse o acto descrito ficcional em mim, mas real em várias pessoas que eu conheço...

Gui

Anonymous said...

Não é pissa, é piça...