Tuesday, February 24, 2009

O Jejum

Vagueiam parvos e aparvalhados, sem rei, nem rumo, nem noção do mundo. Não sabem da fome, desconhecem o medo, ignoram afectos, só querem putedo.

Estão por todo lado, estão à tua volta, se tiveres um euro, vão bater-te à porta.
Não querem saber, pensar nem pensar, toma lá um plasma, vai a sossegar.

Jejum de amor, que faz engordar e da compaixão, melhor nem falar.

Valores só em cash, amores de serão, no século do "Eu", sou aberração. Comprar é o verbo, mostrar complemento, sou eu que estou velho ou perdi-me no tempo?

7 comments:

Gingerbread Girl said...

Olha mas que bem...
Habemus poeta?? =|


Perdeste-te no tempo...



~*~

Miss Glitering said...

Muito profundo, sim senhor.

maria teresa said...

Estás a revelar uma sensibilidade que me enternece.

Beijos

PKB said...

Perdemo-nos no tempo, acho...

Anonymous said...

Não foste tu que te perdeste no tempo, o tempo é que avança muito depressa...

najla said...

Estás a ficar velho! Sem dúvida :D

tcl said...

ah fadista!