Thursday, August 16, 2007

Polpa


O que fazer quando nada mais há a dizer

Porquê molestar, moer, triturar, doer

Ocupas-me espaço de memória

RAM, Buffer, Hard Drive

Não sei porquê, pois és escória

Não quero sonhar contigo

Sai do meu abrigo

Larga as minhas saias

Escoa-te das minhas entranhas

Só cacarejas patranhas

Não te quero, vai embora

Contas feitas, noves fora

Some-te, rua, baza

Sai da minha casa

És veneno no sistema

Sempre foste o problema

Não tenho mais sal

Não tenho mais bile

O teu verniz é piroso

Tudo em ti é merdoso

Já lavei as almofadas

Das fronhas adocicadas

Despejei as cigarradas

As comidas enlatadas

As meias desirmanadas

E agora faltas tu

A dos pêlos no cú

Não te quero agarrada

A mesmo nada de nada

Não te quero na pele

Não te quero nas unhas

Não te quero dentro de mim

Nunca mais te quero assim

Deixa-me ser infeliz sózinha

Quero poder chorar pela cozinha

Deixa-me auto-mutilar

Ir em frente sem parar

Sem olhar, atravessar

Que vá um TIR a passar


Depois faz o que quiseres com a polpa de débora


2 comments:

Anonymous said...

Sem palavras!Ervilha toma cautela, a Débora é muito boa.
Débora, não me parece que a sua excelente "reflexão" seja apenas ficção, é também um grito de alma,precisa de encarar a vida duma forma mais "alegre", o desespero deve ser combatido,peça ajuda aos amigos.

喜洋洋 said...

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