Monday, September 3, 2007

Rapidinhas


Nunca levei uma estalada de uma mulher por ser ousado em demasia, mas não vou perder a esperança para já.

Também ainda não percebi bem se sou um cavalheiro ou se só me saem desavergonhadas na rifa.

Ainda há alguém que dê estalos por falso pudor?

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Um dia perguntei à minha avó, enquanto ela preparava um coelho para o almoço, como se chamava um homem sem mão. Maneta, meu filho.

Depois, na esperteza gloriosa dos meus 11 anos de idade, subi a parada: e como se chama um homem sem punho? Maneta, meu querido. Se não tiver punho, não pode ter mão...

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Quando o mar bate na rocha quem se erode é a rocha

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Há duas semanas passei em Cóina de comboio e desatei a rir sozinho. Vinha-me a conter desde o Pragal e quando chegou o momento não me aguentei. Só tenho pena que não haja uma estação na Baixa da Banheira, pois tenho a intuição que ainda seria pior.

Serei o único a ser assim infantil?

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Uma senhora na rua perguntou-me se eu sabia as horas. Eu, amavelmente, respondi-lhe que sim, que sabia e continuei a andar. Ela gritou que eu era malcriado. Eu não percebi.

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Sempre gostei de dar puns silenciosos ao sair de transportes públicos apinhados. Depois fico com postura de chefe de estado a ver as caras das pessoas a serem gaseadas quando as portas se fecham.

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Quando era pequenino pensava que a “Rata” era um orifício imenso e contínuo que ía desde a vagina até ao ânus das mulheres que eram sexualmente activas em excesso. Hoje em dia não sei o que pensar. A “Tranca” também me angustia...

2 comments:

Catarina Morgado said...

Estou profundamente desolada...um post de profundidade epidérmica deixa sempre um vazio em mim....

Ervilha Escriba said...

Sou apenas uma ervilha a atirar para o cota! Já não consigo postar em profundidade constantemente! :-P

E.